sexta-feira, 31 de julho de 2009

Aonde estou?


Aonde estou? Meu umbigo dói. Minha cabeça ainda pensa naqueles momentos insignificantes de grandeza, talvez aqueles momentos sejam estes. Sinto-me grande ao escrever, sou um deus de minha própria história, aqui eu digo se será feliz o final ou se não terá final. Por que devo seguir esta dita lógica do início e do final? Posso simplesmente escrever, ser um deus desleixado para com seus fiéis e escrever. Aqui determino tudo e não sou questionado. Ai daquele que me questionar em meu império! Aqui sou o louco, o tirano, o déspota ou o pacificador de almas e corações. Portanto, estou em berço, minhas comparsas são as palavras que se unem e me servem como boas meninas, obedientes e passivas. Corto-me, mato-me, retorno à vida e disso não surtem comentários, nem palavras e nem letras, o Imperador ordena, elas obedecem. Sei onde estou e também não sei onde estou, eu não me conheço e me conheço muito bem para saber que não me conheço. Tenho limites insondados, esquecidos em alguma teia de minha imaginação ou na assustadora inconsciência. Então, não sei ao certo onde estou.

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