
Não há vida além daquela porta. Ela é negra como a noite, morta como a história, porém viva e viva, plena de mistérios. Na história somente vi fatos, mortes e novas mortes que significaram muito e nada ao mesmo tempo. Perfaço minha história e vejo que a cada segundo que se passa ela morrerá, um pedaço de mim ficará para trás e não beberei mais daquele sabor, que foi amargo ou doce, delicioso ou intragável. Foi alguma coisa e o próprio verbo define seu sentido no presente. Daqui pela frente outras ocorrências se darão, outra história será construída, e esta mesma história ficará para trás como toda história com suas tristezas e alegrias. Não disponho de controle sobre ela, como nunca tive sobre a que acontecerá, pelo menos assim concebo. No entanto acho que o controle poderá ser empregado, abrangente e destruidor. Por que controlar? O controle deve vir para saber o que virá, preparar-se, prevenir-se diante dos agentes nocentes. Contudo, preferia dançar, enebriar-me com o marasmo das ondas decisivas.







