sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Quem queria ser Ana Rouge?


A moça Ana acordava todos os dias com os cabelos emaranhados, se arrumava para ir ao trabalho, vestia suas roupas coloridas e utilizava de farta maquiagem e adornos como uma boa mulher. No caminho enfrentava algumas dificuldades, porém como menina educada irrelevava a arrogância e ignorância das pessoas, aprendeu desde cedo a ser apática em diversas situações. Sempre foi uma mulher forte, nunca soube o significado da palavra desistir, embora muitos duvidassem de sua capacidade. Não a viam com naturalidade, a consideravam uma aberração desproporcional. Moça que é moça não tem o que ela tem, diziam torpemente. Ela seguia impávida a sua trilha rumo ao trabalho. Apesar de sofrer preconceitos constantes, ela sabia que ser o que era exigiria esforço, inteligência e coragem. Nos saltos se escudou, destemida foi à batalha e ingressou no mundo de mulheres que não eram mulheres. Ana era um menino de saia.

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