
Eis a minha vida. Olhem! O gosto é adocicado e ocasiona torpor ou um certo furor naquele que a observa, então tome cuidado. Olhe, mas não sorva a essência dinâmica da imagem. Minha vitalidade não suporta espetáculo, prefere o aconchego de um bom sanatório. Os gritos doentios que explodem em seus ouvidos são apenas uma espontaneidade de sentimentos, tento não disfarçar a pequenez de ser um humano. Um humano abraçado pela treva, escuridão do canto de um manicômio apropinqüado, vizinho de meus genitores, na terra dos ditos normais, mendigos da concreta miserabilidade. O vermelho intenso revela a inexistência de intensidade que perfaz as estradas vitais das trilhas que me levaram a percorrer. Veja este vermelho-escuro, os pingos que se espalham pelas margens! Não! Não são unicamente uma cor refratada, porém também um ponto de conflito complexo às mentes de pérfido rebotalho.

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