segunda-feira, 7 de julho de 2008


Mire meus olhos! O que vês? Felicidade? Tristeza? Apatia? Sou senhor da ataraxia melancólico. Vejam os gansos fenomenais que andam à minha frente. Observem o andar pretensioso, a arrogância no comportamento. O que eles são? Gansos. Onde ganso acaba? Hum... Sabem a resposta, eu sei. Sou inferior? Sou superior, eu não sei. Moro no Subsolo de Dostoiévsky? Moro. Digo, moro. Sou habitante convicto. Meu esconderijo perfeito se perfaz na terra, nada melhor que a terra, junto com os vermes, é bom, contribuo com a nutrição e a proliferação da espécie mais salutar e benéfica. Sou quem? Comida para vermes. Quem serei? Um nutriente, composto de células minúsculas que preechem o corpo odiado de um verme. Sou melhor do que os gansos? É claro, também tenho orgulho e arrogância para vender e oferecer gratuitamente àquele que requisitar. Tenho alguma coisa na vida? Não, nem o meu corpo desgastado, ele integra a alimentação de um simplório ser, ele apetece? Apetece, pelo menos os vermes e outros repugnáveis seres terrenos.

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