quarta-feira, 30 de julho de 2008

Aqui.


Lembro-me do meu enterro. Todos aqueles idiotas encenavam um choro falso. Meu corpo jazia no féretro. Sentia cada centímetro da pele apodrecer com uma velocidade nunca percebida. Eis uma novidade em minha história recente, pensei que estivesse mais podre quando fluía o sangue em pulsos e realmente eu estava absolutamente certo. A podridão era desigual. Um porco sem igual ou um aglomerado de lixo em um lixão esquecido em alguma periferia de uma cidade por aí.

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