
Minha respiração está devagar. Ouço cada sopro feito pelo pulmão já desgastado. Estou preso na cela que eu mesmo construi para os meus medos. Acabei não conseguindo evitar ser retido pela carne e aprisionado pelo temor de ser mais, de fugir por entre os labirintos protegidos pelos minotauros da vida. Deixei de arriscar pular da ponte com receio de molhar meus pés ou quebrar a coluna. Para falar a verdade sou um covarde declarado, pronto a repelir todos os indícios de braveza presente em meu espírito. Devo intentar crescer e ir além da calçada de minha casa. Voar.

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