
Farei um vestido com a minha pele. Pegarei fitas do mais caro linho, agulhas de marca para a costura. Coserei a minha roupa, minhas saias, minhas blusas, meus sapatos, mormente meu vestido, longo vestido de alças e bordas expostas. Alta costura tenho eu, sou moço de sociedade considerada, de postura tradicional entre séculos repassada, nunca precisei de pano para as minhas vestimentas, a minha pele sempre substituiu este reles tecido de uma comunidade industrializada. Minha pele não está ao bel-prazer da poeira e outros males de um clima morno. Ela está coberta por pequenos adereços que a protegem, a cobrem de milhares e oportunos microorganismos, repulsivos.

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