sexta-feira, 11 de abril de 2008

Eu entendo e Não Entendo.



Eu confesso que fico emocionado quando abordo sobre o assunto "morte". Parece natural e ao mesmo tempo estranho, a morte tem sempre um significado devastador, encará-la de frente, observá-la nos olhos para muitos é inimaginável. Eu a encaro. Eu a admiro. Eu a respeito e a temo. O poderio que ela dispõe é incontestável, sou nada perante sua grandeza. Ela chega e não avisa. Bebe da vida e deixa o corpo frio, imóvel, com a única utilidade de preencher mais um buraco em um local apropriado. Ela é forte. Ela é potente. Ela me assusta quando chega de repente e dilacera toda uma existência em segundos, milésimos segundos e anos... Temo a Grande Imperatriz... Me curvo diante do seu trono e peço que alivie a dor mortal dos meus. Talvez, se houver tempo, bem como um pingo de misericórdia, faça da minha morte uma passagem indolor, ou, quem sabe, dolorosa para chegar mais adiante e levar além da chaga uma lembrança.

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