
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Mademoisèlle Claudia.

terça-feira, 29 de abril de 2008
Federação Brasileira: Uma Utopia.

domingo, 13 de abril de 2008
Vestido.

Deus Frustrado.
Para que ser um deus se eu posso ser um humano? Para que ter infinitos poderes se eu posso tê-los limitados e seguros, longe de minha tresloucada mente? Se eu tivesse poderes ilimitados acabaria por perder o controle deles, um insano descontrolado tende a sair de si... De que me serviria não ser eu? Desejo desarrazoado o de potência elevada... Igualmente desarrazoado é o desejo de não cupidez. O equilíbrio, nem lá, nem cá, no acolá mediano, é o exato. Equilibrar-se unicamente para atingir o fim imediato e mediato de ser um humano, um humano frágil, complexo, admirável em sua espontaneidade, mal em sua preservação de ego. Anseio poderes? Anseio. Quero ser divino? Quiçá, todavia com os pés bem firmes no chão. Mentira caso falasse que não quisesse ser um deus, suprir ao extremo a minha ditatorial vontade, submeter aqueles que me injuriam a honra, humilhar os que me humilharam, pisar nos vermes como um senhor de botas grossas e de borracha. No entanto, não tenho a oportunidade de ser deus, me sacio com a humanidade em sua perversidade, fico aqui no ambiente terreno, impotente, mãos livres e agarradas à esperança de melhora, rindo de minha finitude e da comicidade circunscrita das pessoas que passeiam de fronte à minha janela.A Menina da Garrafa.

sexta-feira, 11 de abril de 2008
Eu entendo e Não Entendo.

Eu confesso que fico emocionado quando abordo sobre o assunto "morte". Parece natural e ao mesmo tempo estranho, a morte tem sempre um significado devastador, encará-la de frente, observá-la nos olhos para muitos é inimaginável. Eu a encaro. Eu a admiro. Eu a respeito e a temo. O poderio que ela dispõe é incontestável, sou nada perante sua grandeza. Ela chega e não avisa. Bebe da vida e deixa o corpo frio, imóvel, com a única utilidade de preencher mais um buraco em um local apropriado. Ela é forte. Ela é potente. Ela me assusta quando chega de repente e dilacera toda uma existência em segundos, milésimos segundos e anos... Temo a Grande Imperatriz... Me curvo diante do seu trono e peço que alivie a dor mortal dos meus. Talvez, se houver tempo, bem como um pingo de misericórdia, faça da minha morte uma passagem indolor, ou, quem sabe, dolorosa para chegar mais adiante e levar além da chaga uma lembrança.
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Doces Beijinhos.

terça-feira, 8 de abril de 2008

O campo florido, o aroma tépido da floresta, símbolos de sentimentos esquecidos, noites iluminadas pela escuridão eterna, onde as rochas negras se elevam imponentes entre tantas árvores, entre tantos pesadelos... Sou inebriado pela luz, pela cor diversificada do preto monótono de meus desejos inconscientes mórbidos. Sou a fina flor do jardim das flores sem cheiro, sou o menino dos olhos castanhos escuros e de uma história insípida de pranteios e ilusões. Decidi navegar pelo vermelho sangue e beber do vinho tinto das abóboras lancinantes do mercado dos coelhos saltitantes.
