Nem tudo é o que é. Nem todos os sapatos são feitos para os pés. Nem todos os colares são feitos para o pescoço. Nem todas as luvas são feitas para as mãos. Nem todos os esmaltes são feitos para pintar unhas. Nem todas as tesouras são feitas para cortar. Nem todas as camisas são feitas para vestir. Nem todas as canetas são feitas para escrever. Nem todas as regras são feitas para serem cumpridas. O destino está por si só... Nem sabemos se ele realmente existe ou talvez exista e nós definimos o seu traço, contudo o coração é ditador e devemos segui-lo não importando as limitações impostas, somos os únicos detentores da verdade e dos conceitos reais mais benéficos ao nosso ego.
sábado, 6 de abril de 2013
sábado, 2 de julho de 2011
Sinto-me!
Sinto-me como uma maçã entre laranjas... Sinto-me como um pastel numa loja de doces... Sinto-me como uma borboleta voando sozinha acima do oceano... Sinto-me como uma gotinha de óleo jogada num lago... Sinto-me... Isso que me assusta. Sentir-me e sentir-me assim, tão lá , tão distante daqui... Tão entregue a sentimentos negativos... Estou a gostar. Gostar além... Gostar somente e sozinho em uma vida de dois... Gostar sem reciprocidade... Sinto-me só e fora de mim.
02 de um sete de um 2000 e 11 conceitos. sábado, 16 de abril de 2011
Quero Chorar...
Quero... Meu... O que me pertence... Hoje... Quero chorar... Minha história... Meusamores... Minhas pedras mais que preciosas... Quanta coisa! Pessoas me amam... Eu também me amo e amo bastante para continuar me amando... Quero bem aqueles que me querem... Muitos... Embolam minha mente os fios de minhas complexidades... Sou aquele que inevitavelmente pensa e pára para pensar... Só detalhes, toda construção é feita de detalhes, pormenores que fazem do perfeito o perfeito.
Será...?
Pergunto-me... O que fizeram com os meus sapatos? Até ontem eles eram marrons. Será que o porquinho sempre será rosa? Será que a mariposa voa quando ela sai do casulo? Será que terei a sola do meu sapato consertada? Será que meus meninos ficarão lá? Será que conseguirei? Será o depois de amanhã existirá para mim? Será que pisarei em solo temperado? Será que chegarei aos trinta? Será que meu relógio de pulso se materializará? Será que passarei pelo exame físico? Será que o conto da vida pode ser de fada? Será que meus sapatinhos já foram encontrados? Será que encontrei o cavalo cor lilás? Será que beijarei o chão e mão do grande diretor? Será que minha pele ficará boa? Será que encotrarei a cura? Será que viverei além túmulo? Será que a Energia me quererá de volta? Será que a Terra é mesmo redonda? Será que levarei comigo a terra que me cobram caro? Será que mereço olhar tanta arrogância e soberba? Será que fechando os olhos tudo some e minha preocupação acaba? Será que eu poderia dormir e acordar 1000 anos depois? Será que minha casa terá rosas no jardim? Será que minha unha continuará inflamada? Será que perderei todos os cabelos com minha ansiedade? Será que meu irmão me ama? Será que há um real mistério acerca da vida? Será que o questionamentos são infinitos se pararmos para questionarmos? Será?
Casaco de Mel
Ah como eu estou meio verde, meio amarelo, sem caminho, com sono, fingindo ser aquilo, aquilo ali que não sei bem o que é. Só sei que é doce, bem docinho, minha língua dança por entre o sabor e o sabor banqueteia-se de minha torpeza e malícia interna e escondida. Viajo pelas nuvens de fel e mergulho em mim mesmo, eu sou eu no corpo de um outro, de um talvez eu. Bem longe daqui estão meus pés, acolá está minha cabeça, meus ouvidos estão por aí, caminho e caminho, tentando me encontrar nos meus pensamentos e na falta deles, um automático ser, indo e vindo todos os dias, numa vida que não escolhi, apesar de ter escolhido, e como escolhi vir para algum lugar, um lugar ao meu lado e ao lado de certos meus, certos eus, quantos tus existem nesta minha trilha... Ah como queria estar lá, bem lá, lá e lá... Quando chegarei, quando? Quando eu disser e firmar o dia exato. Sou a certeza daquilo que tenho. Única.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Não há Vida.

Não há vida além daquela porta. Ela é negra como a noite, morta como a história, porém viva e viva, plena de mistérios. Na história somente vi fatos, mortes e novas mortes que significaram muito e nada ao mesmo tempo. Perfaço minha história e vejo que a cada segundo que se passa ela morrerá, um pedaço de mim ficará para trás e não beberei mais daquele sabor, que foi amargo ou doce, delicioso ou intragável. Foi alguma coisa e o próprio verbo define seu sentido no presente. Daqui pela frente outras ocorrências se darão, outra história será construída, e esta mesma história ficará para trás como toda história com suas tristezas e alegrias. Não disponho de controle sobre ela, como nunca tive sobre a que acontecerá, pelo menos assim concebo. No entanto acho que o controle poderá ser empregado, abrangente e destruidor. Por que controlar? O controle deve vir para saber o que virá, preparar-se, prevenir-se diante dos agentes nocentes. Contudo, preferia dançar, enebriar-me com o marasmo das ondas decisivas.
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